Homenagem ao meu avô Anselmo Favarato

Palazzi e Favarato

14/05/2011 00:00

Quando Domenico já estava velho e doente, dividiu suas terras e deu as partes para os filhos, então seu filho Eugênio abriu uma venda em sociedade com um dos irmãos de sua esposa Cesira – o Francisco. Sempre foi um tio muito lembrado pelo meu avô, pois, além de ser sócio de seu pai, casou-se com sua prima Luiza - filha da Regina (irmã de Eugênio). Meu avô dizia assim: “Tio Palazzi era parente duas vezes, porque era casado com minha prima e era irmão da minha mãe”.

Só para confundir a árvore genealógica das famílias Favarato e Palazzi, elas se misturaram várias vezes por mais duas gerações. Depois de Francisco e Luiza, ainda teve o casamento de sua filha Santina com Afonso Favarato que era filho de Eugênio, e o casamento de sua neta Nicéia com Dário Favarato, neto de Eugênio. Uma confusão de casamentos entre primos!

Mas... voltando a venda, a história dessa sociedade era contada assim pelo meu avô:

Meu pai tinha um lote de burros, e meu Tio Palazzi tratou logo de comprar também o seu lote de burros para ficar igual, e os dois, cada um com seu lote de burros, abriram a venda.

E o que eles fizeram? Meu irmão Afonso, o mais velho, que já era garoto grande nessa época, ia junto com o Tio Palazzi no Rio de Janeiro comprar as mercadorias para a venda. Era assim: o freguês pedia para fornecer a mercadoria e dizia que na primeira panha de café pagavam a dívida com o próprio café. Quando chegava a época, tinha que buscar o café com a tropa de burros para depois vender. Tudo era anotado na caderneta e tinha o Zeca Sarcinelli que fazia a escrita da venda.

Eu e meu pai trabalhávamos na roça, o Afonso e o Ernesto ficavam na venda, e o Otávio cuidava da tropa de burros, das montarias, arreios, cabrestos, de tudo.

Foi um tempo muito bom porque vendiam bem, tinham uns 220 fregueses e assim foi... foi...